Olá a todos! Comecei a escrever este post só porque me apetecia escrever e resultou em vários pensamentos dispersos e com pouca conexão mas aqui vai na mesma.
Ha dois anos e meio conheci o Fabio. Pode não parecer muito, mas com ele já partilhei uma vida. Como a canção diz, “sei-te de cor”. E ele sabe-me ainda mais tim tim por tim tim.
Aqui ele é a minha familia. Ele é o meu sábado à noite, o meu domingo de manhã, o almoço de familia, a sopa quando estou doente, a companhia para jantar, o companheiro de filmes, o colega de limpeza, o meu melhor amigo e às vezes até aquele irmão mais velho irritante com a mania que sabe tudo.
Não quero fazer disto um texto lamechas, mas gostava que as pessoas percebessem que quando vivemos numa cidade grande e fácil sentir-se sozinho. E depois quando tens alguém que é a tua companhia todos os dias, essa pessoa torna-se a tua familia, o teu melhor amigo, o suporte que nem sabias que precisavas.
Por quase dois anos vivi sozinha em Londres, sem familia, sem namorado, sem grandes amigos. Felizmente lidei bem com esta “solidão” e soube aproveitar este tempo para fazer tudo o que me apeteceu: viajei o quanto pude, fui a dezenas e dezenas de concertos grátis durante a semana, fiquei em forma com muitas idas ao ginásio, fiz muitas caminhadas pelo este Londrino, sozinha, a observar as outras pessoas e a sorrir ao pensar quanto sortuda eu era/sou.
A melhor imagem que eu tenho deste tempo mais solitário foi caminhar em Brick Lane num sábado à noite sozinha, a aproveitar o bom tempo daquele dia, a ver as pessoas a beberem copos. Caminhei calmamente nessa noite e disse para mim mesma que um dia seria eu ali, naquele bar, a beber copos com amigos, feliz. Naquele dia eu estava sozinha, não tinha dinheiro para copos nem amigos com quem os beber, mas estava entusiasmada com a ideia do futuro.

A pior imagem que tenho é de ser sexta feira e estar a ir para casa sem me apetecer, e correr a minha lista telefónica inteira a ver se encontrava alguém com quem pudesse ir ter um bocadinho antes de me enfiar no meu quarto pequeno de um metro até a segunda feira seguinte.
Pois desde então voltei aquele mesmo bar algumas vezes, quase todas com ele. Não voltei a precisar de correr a minha lista de contactos, porque tenho sempre companhia.
Sem aquele tempo que estive sozinha, de coração partido mas determinada e cheia de sonhos, não me tinha tornado na pessoa por quem ele se apaixonou.
Mas apesar de ter gostado desses tempos, não trocava estes por nada deste mundo.
O meu conselho para toda a malta solteira é este: aproveitem! Descubram o que gostam, quem realmente são. Porque às vezes estamos em relações e acabamos por adoptar gostos ou ideas da outra pessoa que podem não ser realmente aquilo que nós gostamos ou pensamos. Pensem no que realmente querem fazer, ser e pensar. Eu descobri que afinal gosto de coisas que teimava que não gostava só para ser do contra. Descobri que não gosto mesmo nada de Americanos (gandaaaa boca) e que as pessoas mais amigas e divertidas são as nortenhas.
Isto tudo para dizer o quê? Nada de jeito na realidade.
Ando muito ocupada porque vamos mudar de casa, daí ter parado um bocadinho. Já nem temos internet na nossa casa actual, por isso ainda mais complicado fica. Tenho alguns livros para partilhar convosco, incluindo o primeiro livro do clube de leitura que criei no meu escritório! O primeiro meeting é amanhã e espero que seja um sucesso! Estamos a precisar de algo social que não envolva beber ou jogar futebol.
Quando tiver internet (já na nova casa) vou partilhar o terror que é mudar de casa aqui! Vai ser só a sétima vez em seis anos, coisa pouca! 🙂




