Agora que já não há bola e enquanto as férias de Verão não chegam, achei que era uma boa altura para recapitular nas séries que vi nos primeiros seis meses do ano de 2019, e dizer-vos o que vale a pena ver! Quem é amiga quem é? Ah pois.
Então vamos lá embora:
Killing Eve – A segunda temporada já rebentou e eu ainda não a vi. Devorámos a primeira temporada demasiado rapidamente e depois fiquei cheia de saudades da Villanelle (brilhantemente enterpretada pela gostosona da Jodie Comer). Está uma serie super bem feita, que nos prende ao ecrã e nos faz viajar por várias cidades europeias e por vários sotaques muito bem feitos pela atriz que afinal é de Liverpool apesar de parecer mesmo Russa na série.
Fleabag – Phoebe Waller-Bridge, a mesma pessoa que criou e escreveu Killing Eve, faz de Fleabag (na realidade nunca é revelado o nome da personagem), uma rapariga solteira que vive em Londres e é dona do seu próprio café. A série está super bem escrita, passei todos os episódios a rir à gargalhada como já não ria há muito tempo, mas também tem muitoooos momentos que me fazem encolher toda por ser tão awkward. Acho que é uma série com o humor mesmo característico britânico. As personagens são cruas, más, honestas, e apesar de fazerem coisas horríveis, adoro-as!
Years & Years – não, não é a banda. É mesmo a nova mini serie da BBC que comecei a ver por acaso e criou logo mais umas insónias e/ou pesadelos neste meu complexo ser. É uma espécie de Black Mirror mas muitooo possível mesmo. Passa-se em Inglaterra e num episódio o tempo anda cerca de 15 anos. Mostra-nos um mundo a atravessar mais uma crise financeira, a lidar (ou não) com o problema dos refugiados, com os efeitos da governação do Trump e conflitos entre Rússia, China, etc. Ainda só vi metade dos episódios e estou completamente viciada… e assustada. É uma ótima série para combater a natalidade haha
Broad City – Esta minha série do coração acabou em Março e só este mês é que tive coragem de a acabar. Conta a vida de duas amigas em Nova York a tentar sobreviver naquela cidade. É uma espécie de Sex and the City para os millennials. Aquelas duas só fazem merda e são super engraçadas. É assim mais ‘silly’ mas muito bem feita.
Catastrophe – Dissemos adeus a Catastrophe em Fevereiro e já tenho tantas saudades! Foi dos melhores últimos episódios que já vi numa série e tenho mesmo pena que não haja mais. Mais uma vez era uma série com uma comédia muito crua, muito depreciativa e muito real. As séries que decorrem em Londres fascinam-me porque posso ir identificando os sítios, adivinhando onde as cenas foram filmadas etc, e adorei todos os locais escolhidos nesta história.
Game of Thrones – E falando em fins, eu não ia mencionar GoT porque quem via a série já viu o final e quem não viu não deve começar a ver agora. Esta última temporada enfureceu-me um bocado de tão escrita em cima do joelho que foi, mas tivemos aquele episódio fortíssimo da guerra contra os mortos e tivemos um último episódio que, não sendo espectacular, deu uma sensação de fim e deu para soltar aquela lágrima marota. Achei que o pessoal estava demasiado obcecado e piquinhas com esta temporada, estava tudo a fazer um drama do caraças com cada episódio. E eu sou grande viciada também, mas achei que algumas pessoas podiam relaxar um bocado. E só uma série, afinal! Se bem que uma série do caraças que nos fez feliz (ou miseráveis mas em bom) durante vários anos.
Line of Duty – os Ingleses andavam meio loucos com isto e, apesar de não ter visto as temporadas anteriores e ter perdido algumas referências pelo meio, resolvi ver esta última temporada. Sinceramente o que tenho a dizer é o que o Fábio diz quando lhe faço alguma pergunta/lhe peço uma opinião e ele não esta nem ai: “está-se bem”. É bom entretenimento e tem ali momentos de suspense, mas já vi coisas melhores.
Sex Education – Daquelas séries do Netflix que se começa a ver naquela, sem grande expectativa, e depois papas tudo a eito. Grande review intelectual, han? Já posso ir trabalhar para o Público. Agora a sério, é uma boa série para ver no sofá ao fim de semana. Tem piada, tem excelentes actores, e aborda a sexualidade na adolescência de uma maneira bem feita.
Dead to me – Outra série da Netflix. Está muito engraçada. Também a vimos num fim de semana e viu-se mesmo bem. Entretanto já foi confirmada uma segunda temporada.
Knock Down the House – Ok ok estou a fazer batota, não é uma série, mas sim um documentário. Eu já era grande fa da Alexandria Ocasio-Cortez mas depois disto fiquei ainda mais. Acabei o episódio a chorar banho e ranho e cheia de vontade de mudar o mundo (mas depois provavelmente fui mas é meter uma máquina de roupa a lavar ou assim)
What/if – vê-se bem a um Domingo enquanto ressacamos, mas é um bocado previsível e cliché.
My Next Guest Needs No Introduction– ainda só vi dois episódios da nova temporada – a do Kanye West e a da Ellen Degeneres. A entrevista da Ellen surpreendeu-me. Não sou propriamente fã dela mas achei uma entrevista super interessante, em que falou da sua carreira, de abusos que sofreu de um padrasto e do arrependimento por não ter sido mais forte para o denunciar. Já o Kanye… eu estava com a mente aberta e disposta a dar-lhe uma oportunidade, e ele até começou bem. Gostei de o ouvir falar sobre os seus problemas mentais, sobre a perda da mãe e algumas coisas que disse sobre a indústria do rap. Mas a determinada altura aquilo descarrilou. Começou a dizer que agora os homens coitadinhos vivem com medo de serem acusados de assédio por tudo e por nada, começou a defender os que votaram no Trump (embora admitindo que nunca votou na vida – provando que não tem credibilidade para falar de política, e que é um péssimo exemplo para os milhares de fãs que o seguem). Palmas para o Letterman que lhe respondeu à letra e o desafiou naquela parte dos homens viverem com medo, dizendo que se os homens têm medo, imagine então as mulheres que passam pelas coisas.
The Marvelous Mrs. Maisel – Que série tão boa, tão bem escrita, tão bem feita. Trata-se de uma dona de casa em Nova York nos anos 50 que se apercebe que tem mesmo piada e começa a fazer stand-up em clubes da cidade. Esta segunda temporada não está tãooo boa como a primeira e irritou-me um bocadinho a personagem ter ido de férias 3 meses quando estava no auge da sua carreira, mas epa vejam. O guião está brilhantemente escrito e os cenários e as roupas muito bem feitos.
Grey’s Anatomy – Eu sei que neste momento estão a revirar os olhos, mas calma. Esta última temporada teve episódios muito bons, especialmente o episódio ‘Silence all these years’ em que retratou um caso de violação brilhantemente. Dos melhores episódios de todos os 15 anos (!!!) desta série.
Handmaids Tale – Vamos todos respirar fundo. A serie volta AMANHÃ e eu já estou aqui num estado de nervos que só visto. A temporada anterior acabou em altas e o trailer desta nova temporada está só incrível. Se ainda não viram esta série enterrem-se e não voltem a desenterrar-se até terem visto tudo. Melhor série dos últimos anos, arriscaria a dizer.
Big Little Lies – Outra grande série que está quaseeee de regresso. Não sei se esta nova temporada vai conseguir estar ao nível da anterior, mas uma pessoa vai ver e avaliar. Recomendo bastante.
E pronto neste momento acho que é só. Hoje vou continuar a ver Years & Years e quero muito ver Chernobyl. Digam-me o que acharem destas series mencionadas acima se já as viram e façam o favor de recomendarem mais porque como podem verificar eu até nem vejo muita televisão ah ah ah
Image credit: Hulu 2019

































